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APRESENTAM
O
maior evento itinerante do sul do Brasil:
Claro Mundo Rock
Em 2002, com o nome de Mundo Livre, mais de 40 mil pessoas fizeram a festa! Entre outubro e dezembro de 2002, 10 cidades, em dois Estados - Santa Catarina e Rio Grande do Sul - receberam as melhores bandas do cenário sulista e brasileiro.
Em 2003,
o projeto foi ainda maior! Foram 14 etapas! Entre setembro e dezembro, 14 cidades!
Detonautas, Armandinho, Comunidade Nin-Jitsu, Da Guedes, Maria do Relento, Reação
em Cadeia, Papas da Língua, Cidadão Quem, Tequila Baby, Acústicos
e Valvulados, Diretoria e Ultramen foram presenças confirmadíssimas.
E ainda shows do Programa Y com a banda Ultrasônica mais Mr. Pi e Menino
Everaldo.
O
público foi de no mínimo 60 mil pessoas! O projeto transportou
toda a estrutura da Rede Atlântida para as principais regiões do
sul do país, também valorizando as bandas das regiões onde
rolaram as etapas. A Damyller foi apresentadora do Atlântida Mundo Rock
e o patrocínio é de HP Power Drink!
Em 2004 tudo foi maior ainda, com a realização
do evento em todas as regiões de cobertura da rádio, levando várias
bnadas do cenário brasileiro e principalmente gaúcho. E ainda
a valorização de bandas locais, possibilitando espaço para
que as mesmas mostrassem seu trabalho.
Os principais canais de comunicação da galera serão a rádio e o site. Aqui, as datas, as cidades, as casas noturnas, tudo sobre as etapas do Claro Mundo Rock!
As etapas já confirmadas!
• 24/9 - Chapecó
Fotos:
Clique
Aqui
•
01/10 - Santa Maria - RS
Local - Absinto Arena
Atrações - Ultramem, Nookie, Programa Y e Pijama Show
Fotos:
Clique
Aqui
•
08/10 - Pelotas - RS
Local - Clube Brilhante
Atrações - Papas da Língua, Programa Y com a banda Massa
Carbonara e Pijama Show com Mr. Pi e Estevão Camargo
•
28/10 - Etapa Vale dos Sinos
Local - Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo
Atrações - Pitty [ Anacrônico ] - Pijama Show - Programa
Y
•
30/10 - Joinville
Local - Big Bowlling
Atrações - Pitty (Anacrônico), Pijama Show e Programa Y
•
05/11 - Santa Cruz - RS
Local - Tunt (Cachoeira do Sul)
Atrações - Atrações - Cidadão Quem / Cachorro
Grande e Programa Y
•
18/11 - Caxias do Sul
Local - Blue Up
Atrações - Engenheiros do Hawaií e Pijama Show
•
25/11 - Tramandaí
Local - Tropical Café
Atrações - Reação em Cadeia / Pijama Show e Programa
Y
•
26/11 - Criciúma
Local - Diretório
Atrações - Acústicos & Valvulados / TNT / Pijama Show
e Programa Y
•
3/12 - Passo Fundo
Local - Bier Site ( Carazinho )
Atrações - Reação em Cadeia / Pijama Show / Programa
Y
ALGUMAS ATRAÇÕES:

Reação
em Cadeia - o fenômeno dos 100 mil discos vendidos
A língua portuguesa define muito bem a denominação
Reação em Cadeia: ação que se dá em série
ou seqüência. Porém, quando a banda Reação em
Cadeia surgiu, em 2000, não imaginara que em tão pouco tempo os
resultados obtidos fossem a mais perfeita tradução do seu nome.
Literalmente, uma reação em cadeia, de sentimento, amor, interpretação
e música. Em dois discos lançados entre 2002 e 2004, a banda já
contabiliza mais de 100 mil cópias vendidas e shows sempre lotados.
O disco de estréia, Neural, de 2002, prima pelo cuidado e pela excelente
qualidade técnica da sua gravação. Timbres escolhidos a
dedo, afinações poucos convencionais e a pegada rascante do guitarrista
Daniel Jeffman traduzem o clima do álbum: um festival de guitarras e
sobreposições de riffs criativos. Outro aspecto merecedor de atenção
no CD são as composições. Todas saídas do universo
de vivências pessoais do vocalista Jonathan Corrêa, as canções
favorecem suas interpretações repletas de sentimentos, que não
encontram limites em função do seu poder de voz.
Neural
desponta no
mercado
tendo como carro chefe o hit Me odeie, cujo tema é bem definido pela
dualidade amor-ódio. Porém, a peculiaridade dos arranjos e, sobretudo
das letras, fez com que este primeiro álbum não ficasse restrito
apenas a um único sucesso. É o caso de Eu não pertenço
a você, que destaca-se entre as mais solicitadas nas emissoras de rádio,
e baladas absolutamente roqueiras e apaixonadas, como a melancólica Espero
e a reflexiva Neurose. O rock de peso, porém, sempre reaparece no disco.
É o caso de Até Parar de Bater e Letargia, ambas pontuadas por
guitarras beirando ao heavy e ao hard. No final, uma faixa oculta, que leva
o nome do CD, junta os doze temas de Neural. Resultado: cerca de 70 mil discos
vendidos.
O ano de 2003 encerrava com o rock gaúcho diante do maior fenômeno de vendagens de discos e de público em shows dos últimos tempos. Ao mesmo tempo, tanto o mercado fonográfico quanto o público aguardavam ansiosos por um novo trabalho do Reação em Cadeia o qual reafirmasse que o talento dos quatro jovens de Novo Hamburgo não se resumisse a um único disco.
As
críticas positivas com relação ao trabalho da banda repercutiram
em outras regiões do país, e o Reação em Cadeia
percebeu que suas canções poderiam ultrapassar as barreiras do
sul do Brasil. Turnês foram realizadas no Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Minas Gerais, Bahia e Goiás, entre outros estados, com shows lotados
e o público cantando as músicas. Meses depois, a Reação
em Cadeia lançaria o videoclipe Me Odeie e estaria entre os cinco finalistas
do Prêmio Multishow na categoria “Revelação Grupo”. No centro
do país, mais especificamente no eixo Rio-São Paulo, a banda começaria
a despontar como a mais nova revelação do rock e chamar a atenção
da crítica especializada inserida nos grandes meios de comunicação.
Abril
de 2004. Resto, o segundo álbum da Reação em Cadeia, chega
às lojas. São mais de 30 mil discos vendidos em pouco mais de
uma semana de lançamento e canções que, mais uma vez, estão
no topo nas programações das rádios do sul do país
e na boca de jovens e adolescentes. À primeira vista, o nome do novo
álbum poderia ser interpretado como uma sobra do disco anterior. Porém,
nas guitarras bem mais pesadas e nos arranjos impecáveis estaria a prova
de que “Resto” seria, por si só, a mais surpreendente e extasiante obra
de rock que os fãs da banda poderiam esperar. As letras melancólicas
inspiradas nas experiências emocionais do vocalista Jonathan continuam
e, estas sim, podem ser entendidas como uma extensão do primeiro álbum.
Aliás, as letras do Reação em Cadeia são fator primordial na construção de uma identidade própria para a banda. “Eu vi meu mundo se acabar / quando você sorriu prá mim / e de repente tudo terminou assim”, diz a letra de Estou Melhor, que abre o álbum. Em pouco tempo, a música se tornou um dos hits mais pedidos nas emissoras de rádio do sul do país, ao lado da balada Quase amor, que já é indispensável no repertório do público, bem como Voltar, Segredo e Tanto Faz.
Poucos
meses depois de lançado o novo álbum, Nico Ventre (bateria) e
Márcio Abreu (baixo) – peças fundamentais na ascensão do
Reação em Cadeia – deixam a banda em função de divergências
musicais. Em seus lugares assumem o baterista Elias Frenzel e o baixista Mauricio
Faria. Espelho de muitos jovens e adolescentes por conseguir expressar através
da música as situações e os sentimentos que tomam conta
desta fase da vida, o Reação em Cadeia une emoção
e revolução ao mesmo tempo. Emoção através
de suas letras e revolução através de sua melodia, expressas
com evidência em canções como Ao Teu Lado, Sou Eu, Meu Medo
e Pare de Mentir Para Mim. Para encerrar o álbum, Nunca Me Deixe Só
aparece para homenagear Kurt Cobain, no Nirvana – um ídolo e uma forte
influência na carreira de Jonathan Corrêa.
Hoje,
se alguém duvida do que o Reação em Cadeia é capaz,
basta acompanhar a trajetória da banda, saber dos resultados conquistados
ou
simplesmente
ir a um show. Certamente, não há como não fazer parte desta
Reação em Cadeia.
RELEASE
ANACRÔNICO [ PITTY ]
Ah, as loucuras
cometidas em nome do amor e do segundo disco. Sabe como é, o primeiro
beijo enlouquece e acelera o coração. A pessoa perde o sono, perde
a fome, perde o chão. Só quer saber da outra. O primeiro disco,
quando pega, é assim também. O mercado fica louco, a rádio
fica louca, os fãs, caraca, os fãs ficam loucos A loucura é
geral. Todos querem (ouvir) mais. Mas é no segundo beijo que o bicho
pega. Afinal, é ele que sedimenta a paixão. Desde que seja bem
dado, claro. O mesmo vale para o segundo disco. É ele que dá firmeza,
sustenta a carreira e bota um nome definitivamente no mapa. E no coração.
Pitty está nessa fase. Depois de conquistar o Brasil com seu disco de
estréia, Admirável chip novo, ela avança para a etapa dois
com Anacrônico. Avança furiosamente, avança sem titubear.
Produzido por Rafael Ramos, Anacrônico é quase um beijo à
força. Sem violência, claro, mas pegando no braço, encostando
o ouvinte na parede e fazendo uma nova declaração de amor. Uma
declaração firme como a faixa de abertura, A saideira: pesada,
contundente, ameaçadora, as guitarras rodando e soando como um mix de
Mars Volta e King Crimson. É como se ela dissesse: E aí, garoto?
E aí, garota? Vai me beijar ou vai ficar de bobeira?.
Na real, Pitty tem outras coisas para dizer sobre o disco, sobre essa fase dois
de sua vida. Esse disco é uma seqüência muito natural do primeiro.
Ele traz coisas que a gente queria fazer desde o primeiro, mas não tinha
o know how.
Segundo ela, o sabe como veio com o tempo e com a vida na estrada. A gente só
conseguiu gravar o disco como ele foi feito, quase de primeira, com todo mundo
no estúdio, porque acumulamos um bom tempo na estrada. Na verdade, o
plano inicial era pararmos de viajar e ficar só no estúdio. Mas
não deu. O máximo que conseguimos foi diminuir o ritmo das turnês
para ensaiar. Mas foi bom assim porque usamos os shows para testar as novas
músicas.
Na letra da
faixa-título, ela meio que explica o que aconteceu com a garota que num
dia era integrante de uma relativamente obscura banda de hardcore baiana e no
outro era A assim mesmo, em letra maiúscula modelo de rocker à
brasileira. Mas pare e perceba como o seu dia-a-dia mudou/Mudaram os horários,
hábitos e lugares/Inclusive as pessoas ao redor/São outros rostos,
outras vozes/Interagindo e modificando você
Essa
letra é autobiográfica, diz Pitty, Mas ela também se aplica
a qualquer um. Todo
mundo
muda, todo mundo evolui. Eu mudei também, mas não perdi minha
essência. Trabalho pra caralho, mas hoje posso dizer que vivo do meu trabalho,
pago minhas contas com rock. Isso é legal.
Falando nas quatro letras do barulho, Anacrônico, masterizado em Los Angeles
por Brian Gardner, que já trabalhou com David Bowie e Foo Fighters, é
mais rock do que o primeiro disco. É mais seco, direto e, sem dúvida,
mais pesado. Basta ouvir como as guitarras entram queimando em "Memórias".
("Eu vou despedaçar você", completa Pitty, no mesmo tom
da música). Ou reparar na fúria hardcore de "Aahhh...!",
um cuspe radioativo com pouco mais de um minuto, a bateria batendo cabeça
acompanhando os urros de Pitty. Esse disco não é parecido com
o primeiro, mas mantém algumas características dele. É
um avanço, mas sem repetir fórmulas, garante ela.
As letras, sim,
continuam boas, sem papo furado. Em De você, ela canta Esse vidro fechado/E
a grade no portão/Suposta segurança/Mas não são
proteção/E quando o caos chegar/Nenhum muro vai te guardar/De
você. Olhando as grades e os muros em torno de prédios e casas
aqui e ali, em toda a parte, você sabe do que ela está falando.
Correspondente da nossa loucura urbana, Pitty explica: Vivemos presos. Antigamente,
todo mundo brincava na rua. Hoje, os moleques vivem presos dentro dos condomínios.
Isso é triste. É um reflexo da situação caótica
em que vivemos.
Mais forte, porém, é a letra de Quem vai queimar (Estuprem as
mulheres/Brutalizem os homens/E queimem as bruxas). Qual é? Pitty explica:
Eu adoro história, adoro ler sobre fatos históricos. E andei lendo
muito sobre a inquisição, sobre as barbaridades feitas em nome
da religião. Fiz essa letra pensando nisso e também no papel da
mulher na história, sempre sendo vista como a porta de entrada para o
pecado. Para o futuro, depois de sedimentar a paixão geral com Anacrônico,
Pitty diz que, além do hardcore usual, tem ouvido muito blues, muito
jazz, coisas bacanas como Etta James e Nina Simone. E brinca: Quem sabe não
viro uma cantora de blues, bem velhinha, com um copo de uísque na mão?.
Pode ser, pode ser. Afinal, Anacrônico quer dizer o que está em
desacordo com a moda. E Pitty, definitivamente, faz o seu próprio estilo.
Rio
de Janeiro, julho de 2005
Por Carlos Albuquerque
Site - www.pitty.com.br
Créditos
Fotos - Caroline Bittencourt
Nenhum
de Nós
Das treze
faixas do CD Pequeno Universo, duas não são de autoria do grupo:
Eu e Você Sempre, samba de Jorge Aragão convertido em uma releitura
pop-eletrônica, e Raquel, do uruguaio Jorge Drexler, cantada em seu idioma
de origem, em reconhecimento a um dos principais compositores contemporâneos
da música de língua espanhola. As surpresas não param por
aí: a bela Feedback é letrada pela escritora Martha Medeiros,
que com a parceria do grupo inaugura sua incursão autoral no meio musical.
O primeiro single do novo disco é a faixa Dança do Tempo, cujo
clipe foi filmado em 35 mm com direção de Marcelo Nunes. A locação
foi ambientada em uma sala, mostrando a banda à vontade, onde predominam
planos e enquadramentos fechados. As idéias textuais das 11 canções
inéditas reforçam os temas constantes nas composições
da banda: o universo feminino e seus personagens, relações pessoais,
o amor, suas distâncias, lembranças, as oscilações
das amizades, as relações entre pais e filhos, naquela que é
reconhecida como uma das safras mais inspiradas do letrista Thedy Corrêa.
Quatro anos depois de desplugar as guitarras, o quinteto volta a experimentar
timbres e sonoridades autênticos, que trazem sempre elegância e
bom gosto nas combinações. Talvez um dos segredos para a longevidade
do grupo egresso dos anos oitenta e uma das poucas formações brasileiras
que cruzou a marca de mil shows.
Ultramen
A Ultramen iniciou
suas atividades em Porto Alegre no ano 1991. Na época era um trio:
Zé Darcy (bateria), Júlio Porto (guitarra) e Pedro Porto (baixo).
A idéia inicial era misturar som pesado (Sepultura, Slayer, Anthrax...)
com balanço black (James Brown, Sly and the Family Stone...) e vocais
rap (Public Enemy, Beastie Boys...). Essa formação chegou a
gravar uma demo com duas músicas, com o Zé nos vocais. As primeiras
letras eram em inglês. O Tonho apareceu pra ocupar a vaga de canário.
Na seqüência entraram o Malásia (percussão) e o Perú
(sax).
Essa formação fez os primeiros shows em Porto Alegre e interior
do estado. Também foi como sexteto que a Ultramen gravou as duas fitas-demo
oficiais. Através desses shows e divulgação das demos,
a banda começou a se firmar como uma das principais bandas da cena portoalegrense,
chamando atenção a nível nacional, sendo convidada a participar
de festivais como o Superdemo (Rio de Janeiro e Curitiba, 1995) e shows em outros
estados, como Santa Catarina, Espírito Santo e Bahia.Em 1996, ocorre
uma mudança na formação: sai Perú e entra Marcito
(percussão).
Mais ou menos nessa fase, outras influências começaram a aparecer com força na mistureba musical do grupo, como a música brasileira e o reggae. Em 1997 a Ultramen entra em estúdio para gravar seu primeiro CD. Essa gravação, que havia sido totalmente bancada pela banda, chegou aos ouvidos do Dado Villa-Lobos, que resolveu contratar a banda e lançar o disco pelo seu selo, o Rock It! Esse CD saiu no final de 1998 e proporcionou à banda um maior reconhecimento do público e da mídia do resto do país, principalmente pela música Vou a mais de 100 que chegou a tocar bastante em rádios paulistas. No Rio Grande do Sul, a faixa que ficou mais conhecida foi Bico de Luz. Ambas as músicas renderam video clipes.Nessa época a banda fez shows importantes em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.Os shows passaram a contar com dois convidadois especiais: DJ Anderson nos toca-discos e Leonardo Boff nos teclados. Em dezembro de 2004 e Ultramen recebeu o prêmio de melhor banda de pop/rock da Secretaria Estadual de Cultura.
A Ultramen encontra-se em turnê com o show do Incrível Caso... acaba de gravar o gravar o Acústico MTV Bandas Gaúchas, ao lado de três nomes gaúchos; Wander Wildner, Bidê ou Balde e Cachorro Grande, que vai ao ar no dia 29 de maio na MTV e o especial será lançado pela Sony em DVD e CD. A banda também está preparando o seu 4 CD que deve sair no segundo semestre de 2005.
Nookie
Nookie
é como se chama agora a banda Versus, que mudou de nome para não
colocar em risco lançamento do CD
A fama custa caro. Para seguir rumo ao estouro, uma banda santa-mariense pagou
o preço de mudar de nome. Então, fique por dentro: Versus já
era. Agora, o grupo se chama Nookie.
Depois de seis anos em luta por espaço na cena musical, a Versus venceu 15 grupos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina no festival Paredão Polar, em 2004. Como prêmio, ganhou o lançamento de um CD pela gravadora gaúcha Orbeat Music. Entrou em gravação dia 25 de abril e, depois de 200 horas de estúdio, voltou se chamando Nookie. Foi o fim da grife Versus, nome que acompanhou Henrique Spiazzi (guitarra e voz), Mini (baixo) e Douglas Ritzel (bateria) desde 1998.
– O pessoal da Orbeat resolveu checar o nome. Deu que achamos uma banda Versus já registrada. Para não correr o risco de processos que poderiam barrar o laçamento do CD, foi decidido mudar o nome. Ficamos de cara, foi difícil... Mas a banda continua a mesma – diz o guitarrista e vocalista, Henrique Spiazzi.
Nookie também marca uma nova era. O lançamento do CD de 11 faixas, incluindo o hit Reaprenda a Viver, está programado para agosto. E a turnê, que passará aqui, ainda incluirá 13 cidades gaúchas e catarinenses.
Voltando
ao novo nome, Nookie é uma gíria na língua inglesa. Tem
vários usos. No filme Robocop, por exemplo, dá nome a uma droga.
Mas o significado mais conhecido é o da música Nookie, da banda
norte-americana Limp Bizkit. Quem manja de inglês sacará fácil
fácil que a gíria quer dizer... sexo e transa.
– Foi difícil achar um novo nome. Em discussões com o Thedy Corrêa (da Orbeat Music), chegamos a Nookie. É uma gíria americana que tem vários significados. Também é a mésica do Limp Bizkit, uma das bandas de nossas influências. A escolha não foi por causa do significado sexual... Assim como Versus, Nookie também diz várias coisas – diz Henrique.
Para gravar disco pela Orbeat Music, trio dividiu um apartamento alugado em Porto Alegre
O novo nome não é a única novidade na banda. Para gravar o CD, o trio dividiu um apartamento alugado em Porto Alegre. Nas gravações, os guris descobriram vários detalhes técnicos dentro das quatro paredes de um estúdio. E na experiência de mais de um mês dentro dentro de uma gravadora, a banda também ficou bem pertinho da realidade do mercado.
–
Aprendemos muito com o Fredi Endres (guitarrista do Comunidade Nin-Jitsu e produtor
do CD). Conseguimos usar coisas novas em nosso som, como loops, samples e scratches
– diz o baixista Mini, referindo-se aos recursos eletrônicos.
Como resultado, saíram 11 músicas de um rock pesado, mas com apelo comercial e radiofônico. Segundo os guris, uma mistura de new metal com grunge.
Papas
da Língua
Histórico – Formada em 93, a banda reuniu músicos
experientes garimpados por Léo Henkin, guitarrista e compositor que tinha
várias músicas gravadas em fita cassete. Foi em busca de amigos
da estrada e encontrou Serginho Moah para o vocal, Zé Natálio
no baixo e o baterista Fernando Pezão. Como convidado, o escolhido foi
o tecladista Cau Netto. Estava formado o Papas da Língua.
A Mídia – Já no início, as músicas foram descobertas pelos produtores das novelas, e a faixa “Encontros Amargos” foi tema de um personagem em Cara e Coroa, da TV Globo. O mesmo aconteceu com “Garotas do Brasil”, que virou trilha de Malhação. Num grande encontro promovido pela MTV em Porto Alegre no Gigantinho, artistas consagrados de toda América Latina como Café Tacuba, do México, Ilia Kuriaki y Los Valderramas da Argentina e Aterciopelados da Colômbia, puderam comprovar a força da música do nosso continente em transmissão ao vivo para MTV Brasil e MTV Latina. Com muita execução e sucesso de público, a música “Viajar” foi escolhida para a campanha de rádio e TV do Shopping Iguatemi e ficou no ar por 1 ano. A banda foi escolhida pela Coca-Cola para gravar o tema de verão da companhia. O diretor Jorge Furtado, de ”Houve Uma Vez Dois Verões”, escolheu a música “No Calor da Hora” como seu carro chefe.
Grandes Concertos – Além dos shows de lançamento de seus cinco álbuns, outros eventos são lembrados como históricos na carreira do grupo. Em Imbé foram 100 mil pessoas ao lado de Pericos e Tim Maia. Nos reveillons de Torres foram 350 mil, no anfiteatro Pôr-do-Sol em Porto Alegre foram 50 mil. No mesmo local, ao lado do Skank foram 70 mil. Em Gravataí, na inauguração do Parque Jaime Caetano Braun mais de 35 mil pessoas. O Papas é a banda com maior número de participações no Festival Planeta Atlântida, em 7 edições, somando um público médio de 350 mil pessoas.
Regravações – As releituras de clássicos nacionais e internacionais passaram a ser um desafio. No disco Xa-la-lá, o vocalista Serginho Moah deu um show em falsete em Rock’n Roll Lullaby, de BJ Thomas. No cd Babybum a escolhida foi Baby, de Caetano Veloso. No quarto álbum, duas foram as músicas “Sorte”, que ficou conhecida nas vozes de Caetano e Gal, nessa versão executada em parceria com a cantora Adriana Calcanhotto, e a famosa “Pet Sematary”, dos Ramones, agora gravada em ritmo reggae roots.
Vídeo
Clipes – Do primeiro cd “Papas da Língua”, foram “Democracy” e “Música
para Dançar”. Xa-la-lá trouxe “Garotas do Brasil”, gravado no
Rio de Janeiro e “Viajar” em São Paulo. Babybum apresentou “Vou Ligar”
e “Eu Sei”, que reuniu imagens captadas pela banda ao longo dos shows e teve
no talento do diretor René Goya, a edição de imagens emocionantes.
”Lua Cheia/Fica Doida” estreou no lançamento de “Um Dia de Sol”. Do último
trabalho a banda lançou o clipe da música “Viajar”, dirigido por
Osvaldo Perrenoud, com imagens do show de gravação do CD e DVD
“Ao Vivo Acústico”.
Papas Revisitado – Muitos artistas consagrados gravaram músicas dos Papas da Língua. O cantor baiano Netinho escolheu dois temas: “Tentação” e “Garotas do Brasil”. Pedro Mariano, filho de Elis Regina optou por “Lua pra Guardar” e “Encontros Amargos”, que foi a música de trabalho em seu disco de estréia, assim como a cantora Rosana.
Premiações – A banda coleciona alguns prêmios e troféus desde 1993. O prêmio máximo da música do Rio Grande do Sul é o Troféu Açorianos de Música, onde os Papas já receberam nas categorias: melhor banda, melhor disco pop, melhor baixista, melhor cantor, e indicação para compositor. Também receberam, em 2002, o Prêmio Lupicínio Rodrigues, concedido pela Câmara Municipal de Porto Alegre, pelo conjunto de sua obra.
Internet – O site www.papasdalingua.com.br entrou na rede em maio de 2000 e teve mais de 300 mil acessos nos primeiros seis meses. É um site completo onde o navegador pode encontrar matérias de jornais, as músicas dos 5 cds em real áudio, fotos de shows, 7 vídeo clipes, agenda, cifras, e link para fã clube.
Papas
Internacional – Os passaportes da banda tem alguns carimbos.
O primeiro show fora do Brasil foi em 1996, em Sanary Sur Mer, sul da França
as margens do Mediterrâneo, num intercâmbio entre a cidade gaúcha
e a francesa. O evento se chamou Festival Sud a Sul. No mesmo ano os Papas se
apresentaram em Montevideo, capital do Uruguai. Em 1997 fizeram parte do projeto
Porto Alegre em Buenos Aires em noite histórica no Teatro Presidente
Alvear. Durante a Copa do Mundo de 1998 na França, foram novamente convidados
pela cidade de Sanary Sur Mer, onde ao lado dos Paralamas do Sucesso, Gilberto
Gil, Skank, Fernanda Abreu, O Rappa, Ivete Sangalo, entre outros, integraram
o elenco do Brahma Brasil Festival. Em 2000, durante as festividades do Brasil
500 anos foram em missão oficial representando a música feita
no sul do Brasil, com apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, a Viena,
capital austríaca. Em junho de 2005 retornam a Europa para mais uma turnê
de 4 shows e divulgação na França e Portugal. Participaram
de um especial de uma hora para a rádio Tropical FM e dois programas
de TV, um transmitido para todo país (Portugal) e continente europeu
e o outro, transmitido ao vivo para 130 países, inclusive o Brasil.
O
Boom - Os Papas da Língua conheceram o sucesso regional com o cd Xa-la-lá.
Praticamente todas as 13 faixas do cd tiveram execução nas rádios
do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Puxados pela explosão de “Garotas
do Brasil”, vieram na seqüência “Viajar”, “Blusinha Branca”, “Tentação”,
“Mary Jane”, “Noite de Reggae”, até completar a décima terceira
música. Foi um marco na história do pop do sul nos anos 90. A
segunda explosão está sendo vivida nesse momento, com o lançamento
em outubro de 2004 do Cd “Ao Vivo Acústico”.
Os Números – Em 2004 completaram 10 anos de carreira, mais de 1000 shows em 2 continentes, mais de 1 milhão de acessos no site, mais de 1,5 milhão de pessoas já assistiram aos shows, mais de 150 mil discos vendidos em sua trajetória, 5 álbuns oficiais, participaram de 10 coletâneas, 1 cd de registro gravado ao vivo (Planeta Atlântida 1999), mais de 700 cidades...
Acústico
2004 – Em um final de semana memorável de outono, nos dias 30 de Abril,
01 e 02 de maio, foram gravados no Theatro São Pedro, considerado um
Templo Sagrado de Porto Alegre, o CD e o DVD “Papas da Língua ao Vivo
Acústico”. Inicialmente foram marcadas 3 apresentações
que, devido à lotação esgotada dessas sessões, foi
aberta uma sessão extra no domingo, que também esgotou rapidamente.
O espetáculo contou com a participação de convidados especiais,
junto a uma superestrutura de som, luz e cenário.
O Cd e Dvd “Papas da Língua ao Vivo Acústico” chegou às
lojas em outubro de 2004. Este novo trabalho lançado pela gravadora Orbeat
Music é uma retrospectiva dos 10 anos de carreira da banda trazendo grandes
clássicos e músicas inéditas.
Lançamento/Disco de Ouro – Com menos de 6 meses após o lançamento do CD “Papas da Língua Ao Vivo Acústico”, a banda recebeu o reconhecimento pela vendagem de 50 mil cópias. A entrega do Disco de Ouro ocorreu no show de lançamento do novo trabalho, no Salão de Atos da UFRGS, em Porto Alegre. Repetindo a dose de sucesso do evento de gravação, o show de lançamento também marcou recorde. Foram feitas primeiramente duas sessões e, após o esgotamento dos ingressos, a banda realizou uma sessão extra, totalmente lotada.
Discografia
– Papas da Língua, gravadora Sony Music, 1995.
Xa-la-lá, Gravadora Acit, selo Antídoto, 1998.
Babybum, gravadora Acit, selo Antídoto, 2000.
Um Dia de Sol, gravadora Orbeat Music, 2002.
Ao Vivo Acústico, gravadora Orbeat Music,2004 (CD e DVD)